
Esse é primeiro post que faço, como jornalista!
Essa semana fui ver as minhas notas que tirei no semestre. Duas notas 10 em Telejornalismo. Demais! Mas nunca dois 10, valeram tão pouco perante aos nossos futuros chefes.
A decisão do STF (Supresinha que Te Ferra), de não exigir mais o diploma de jornalismo para exigir a profissão, já deixou o dia 17 de junho conhecido como o dia que o jornalismo está a beira da morte.
Drama?Talvez. Mas pensemos no seguinte: se o diploma não era o suficiente para impedir que erros grotescos na profissão ocorressem, imagine agora, sem esse pequeno muro.
Vamos expandir um pouco esse pensamento. Começando com: o jornalismo é horrível. Ele comete erros graves, e prejudica muitos, sim. Mas por que? Apenas por má indole dos jornalistas?
Então os médicos que deixam pacientes morrer em pias de hospital de Belém são péssimos médicos, e o diploma de medicina também não deveria ser obrigatório, também. As leis que contém brechas, permitindo criminosos prosperarem também mostram uma incapacidade dos alunos que se formaram em Direito, e por isso o diploma para exercer essa profissão também não deve ser obrigatório.
Se há erros em jornalismo, não é culpa do diploma. O problema fica em quem manda no jornalismo. E garanto que quem manda no jornalismo no Brasil, não tem diploma de jornalismo.
O diploma não serve apenas como diploma. Ele é como o hímem, só que inverso. Se você tem hímem, é virgem, inexperiente. Se você não tem, é experiente. Claro que há exemplos de mulheres com hímen que fizeram sexo, e de mulheres que não tem, e são virgens. Mas na grande maioria o exemplo serve para diferenciar os experientes dos não experientes.
Muito se diz que em países, como os EUA, o diploma de jornalista não é obrigatório. Nem devo dizer que o EUA não é exemplo de jornalismo. Pelo menos, não o EUA recente. Com fraude em eleições, informações falsas sobre bombas em outro países, e apoio livre à uma guerra injusta, esse argumento perde força.
A obrigatoriedade do diploma não é exemplo de censura. Quantas pessoas que não tem diploma trabalham em jornais? Não há proibição alguma. O problema é que jornalista, por nome, trabalha TODA HORA com noticias. E não apenas com as que entende.
Acham que os donos de jornais vão contratar um jornalista por assunto? Um advogado pra falar de legislação? Um economista pra falar de economia? Um cozinheiro pra falar de culinária? Um diretor pra falar de filmes? Um pedófilo pra falar do Michael Jackson?
O jornalista tem que saber de tudo. E a qualquer momento. Essa decisão do STF, vai fazer os leitores de Wikipédia prosperarem. Quem ganha com isso não são todos. São apenas os donos de jornais, que pagarão pouco para profissionais de segunda mão trabalharem.
Os advogados e médicos que irão escrever, serão os advogados e médicos fracassados. Porque se não conseguem dinheiro na sua profissão, e veem o jornalismo como refúgio, é porque algo deve ter dado errado.
Mas seja lá quem for que estiver lendo isso, saiba que, o Jornalismo não está morto. Porém, se até Dercy Gonçalves pode morrer, nem o Jornalismo está a salvo.

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